Sempre gostei de fazer anos… Mas este ano sinto-me diferente…
Talvez com medo de que seja mais um dia mau…
Sempre gostei de fazer anos… Mas este ano sinto-me diferente…
Talvez com medo de que seja mais um dia mau…
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela
vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os DESAFIOS,
incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um AUTOR da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter
medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para
ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
PEDRAS no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um CASTELO…
Fernando Pessoa
Há coisas que acontecem por acaso… e há momentos em que todo o universo parece conspirar a nosso favor. Nem que seja para criar uma bolha de ar em nosso redor e envolver-nos num doce abraço ou num meigo sorriso…
Depois de ontem ter recebido uns sorrisos de “amigos” distantes ,que me deram algum embalo para trabalhar (alguns bem, bem inesperados), hoje saí mais cedo da escola e decidi-me pelo café da fnac para trabalhar o que precisava… E foi aí que ouvi lá ao longe a voz dele… A voz de um senhor de quem há muito gosto. Sebastião Antunes. Tem um novo disco. Um grande disco. Aliás, tem sobretudo uma música que irá tirar do pedestal aquela que para muitos era uma música da adolescência.
E agora vou ali corrigir mais um pouco… É só um pouco… Volto já…
Ah, hoje a manhã foi muito difícil, como tem sido hábito. Mas estranhamente, ao mesmo tempo que me algumas palavras me magoam, os abraços de outros multiplicam-se e tornam-se mais fortes. Daqueles que magoam…
… de um fim de semana.
… de uma massagem.
… de ter os meus pigmeus felizes.
… de uma mesa maior na sala.
… de ver os meus quadros colocados no sítio.
… de um abraço a meio da manhã.
… de perder a noção das horas de olhos fechados.
… de ouvir dizer “vai ficar tudo bem”.
Ana Moura
Não hesitava um segundo
Fechem os olhos, mas fechem mesmo!! É que o vídeo mete dó…
A música entrou e ficou…
tal como tu…
“escolheria o que é teu, não hesitava um segundo”
é que até eu sofro ao vê-los….
e como custa esperar, aguentar, ignorar… grr
muito bom!!
Porque razão tenho esta vontade de o abraçar? Porque razão sinto que ele já me conquistou?
Já me magoou com as suas palavras ingénuas e cruelmente frias, já me gelou com o tom com que se dirigiu a mim. Já me retirou todas as forças e, por momentos, apenas breves momentos, fez-me por tudo em causa.
E estranhamente, ou não, sinto que me conquistou no primeiro momento.
Não vou desistir de ti.
Porque não se desiste de quem se gosta…
Podia dizer imensa coisa mas há apenas uma que resume:
Pelos saltos dados, mas sobretudo, pelos abraços!
Pelo sentido que tudo vai ganhando…
Há saltos maiores que outros, mais ousados, mais poéticos… E há uns que queremos deixar cravados na retina. Já em contagem decrescente para o derradeiro começo, para o grande salto, fui ali…
Nesta fuga à serra pude desligar o cérebro do que aí vem e usufruir do momento, fechar os olhos e deixar o sol entrar na pele.
Fajão será sempre um refúgio, será sempre uma partilha.
E há pessoas que não precisam de convite…
Não sei bem como se faz uma actualização de vida, mas aqui vai:
preparo-me para me lançar aos lobos (na vida pessoal já o fiz, agora vai ser a profissional)
e antes disso, porque os desafios que se esperam são dos grandes, vou fazer um pequeno retiro à serra
preciso de fechar os olhos por um pedacito, só um pedacito
até já
Há muito que procurava este livro. Descobri-o em Matosinhos, durante uma semana de estágio. Durante os dias as músicas rolavam e as crianças entoavam sempre que podiam as músicas.
Hoje, pelo correio, chegou finalmente…
Chama-se Os Olhos do Coração e é Luís Portugal que dá a voz e tudo o resto. As letras e ilustrações são de José Guedes.
Por entre as minhas favoritas temos uma que diz:
“A guerra já começou,
também quero ir guerrear,
mas a mamã não me deixa,
tenho a sopa para acabar!
Os adultos só entendem
as coisas como elas são,
não sabem olhar as coisas
como os olhos do coração.”
ou
“Eu não estou bem convencido,
parece-me até esquisito.
Cá para mim, esta cegonha,
em vez de um maninho novo,
traz mas é água no bico.
Com tantos sítios bonitos,
eu cá para mim achei mal
a cegonha ter escolhido
entregar o mano Xixas
numa cama de hospital.”