é que até eu sofro ao vê-los….
e como custa esperar, aguentar, ignorar… grr
muito bom!!
é que até eu sofro ao vê-los….
e como custa esperar, aguentar, ignorar… grr
muito bom!!
Porque razão tenho esta vontade de o abraçar? Porque razão sinto que ele já me conquistou?
Já me magoou com as suas palavras ingénuas e cruelmente frias, já me gelou com o tom com que se dirigiu a mim. Já me retirou todas as forças e, por momentos, apenas breves momentos, fez-me por tudo em causa.
E estranhamente, ou não, sinto que me conquistou no primeiro momento.
Não vou desistir de ti.
Porque não se desiste de quem se gosta…
Podia dizer imensa coisa mas há apenas uma que resume:
Pelos saltos dados, mas sobretudo, pelos abraços!
Pelo sentido que tudo vai ganhando…
Há muito que procurava este livro. Descobri-o em Matosinhos, durante uma semana de estágio. Durante os dias as músicas rolavam e as crianças entoavam sempre que podiam as músicas.
Hoje, pelo correio, chegou finalmente…
Chama-se Os Olhos do Coração e é Luís Portugal que dá a voz e tudo o resto. As letras e ilustrações são de José Guedes.
Por entre as minhas favoritas temos uma que diz:
“A guerra já começou,
também quero ir guerrear,
mas a mamã não me deixa,
tenho a sopa para acabar!
Os adultos só entendem
as coisas como elas são,
não sabem olhar as coisas
como os olhos do coração.”
ou
“Eu não estou bem convencido,
parece-me até esquisito.
Cá para mim, esta cegonha,
em vez de um maninho novo,
traz mas é água no bico.
Com tantos sítios bonitos,
eu cá para mim achei mal
a cegonha ter escolhido
entregar o mano Xixas
numa cama de hospital.”
Quem já visitou a minha estante, a minha cambaleante mas resistente estante, quem a conheceu de perto, mas mesmo de perto, conhece um livro. Conhece o meu livro. Não que tenha sido mais caro que outros, não que as ilustrações sejam mais belas e eruditas, não que as palavras sejam poéticas. Mas é o meu livro.
Quem me conhece, quem comigo já partilhou estes livros, conhece-o. Quem vive comigo há vinte e quatro anos sabe que foi este que guardei para mim. Que esta é uma das minhas heranças de um tempo que já lá vai.
Sempre o chamei de O mundo é a nossa casa, sempre o guardei com carinho, receando pelas páginas rasgadas e pela cor gasta pelo tempo.
Foi publicado em 1975 e nas suas páginas surge a letra da minha mãe anotando as indicações de uma casa algures na rua José Duro, uma transversal da Avenida da Igreja.
Há pouco disse que o chamava de O mundo é a nossa casa. Hoje descobri que esse é o seu título verdadeiro.
Em pleno dia do livro infantil passeava os dedos pelos livros desta secção da FNAC quando me saltou uma lombada à vista: O mundo é a nossa casa. Apressadamente tirei-o da estante, peguei nele e gaguejei.
Sempre guardei o meu religiosamente, nunca haveria de ser emprestado. Era, julgava eu, um exemplar único para mim e difícil de encontrar em outro lado. Mas…
Foi reeditado!
E agora, com os dois na mão vejo as diferenças. O texto foi actualizado aos dias de hoje, os problemas da sociedade de hoje foram introduzidos no livro. Agora tenho os dois…
Mas o meu… continuará a ser o primeiro!
local . recreio
personagens . eu e uma princesa de 8 anos
m . oh! amanhã é o dia dos namorados e não tenho nenhum!!
j . não m., amanhã é muito mais do que isso. é o dia do amor!
m . oh! (fazendo cara de princesa amuda)
j . verdade. é o dia de todos os amores! e por isso tens é de estar com quem gostas e dizer-lhes o quanto gostas.
m . ah, pois. é verdade (já com meio sorriso)
j . todos os dias são bons para dizer que gostamos de alguém. por exemplo, hoje já disseste?
m . não…
j . então tens de dizer, já vamos a meio da manhã!
m . (e de braços abertos salta-me para o peito e diz de sorriso largado) Gosto de ti!!!
são figuras públicas, mas podiam não ser…
vídeo criado por Demi Moore e Ashton Kutcher para Barack Obama
Foi este o texto que me levou ao “muita bom”. Gosto dele há muito tempo, há muito tempo.
Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor.
Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for.
Quero brincar de manhã à noite, seja com o que for.
Quando for grande, quero ser um brincador.
Ficam, portanto, a saber: não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor.
Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer. Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador, muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador, e também que imaginar, como imagina um imaginador… A minha mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida.
E depois acrescenta, a suspirar: “é assim a vida”.
Custa tanto a acreditar. Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes, mas já não podem brincar.
A vida é assim? Não para mim. Quando for grande, quero ser um brincador.
Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta.
Depois também, sardanisca verde que continua a rabiar mesmo depois de morta.
Na minha sepultura, vão escrever: Aqui jaz um brincador.
Porque ando à volta de uma aula com este material, aqui fica. Provavelmente um dos meus preferidos…
Cuisenaire
Brilhantes são as crianças que nos fazem casar com um Ricardo Pereira e nos ditam 15 filhos e 15 filhas. Fazem-nos felizes para sempre e a viver num sítio bom e feliz
Vitória, vitória acabou-se a história!
O esforço é daquelas coisas estranhamente apaixonantes… Não sendo propriamente por ele que nos apaixonamos, é pelo resultado que lutamos.
E esse resultado, essa conquista é o que nos move. É pela beleza do cume que subimos. É pelo vento a bater na cara que nos deixamos arranhar pelas silvas.
Sejam quais forem os desafios, os esforços que temos de fazer, a partilha ajuda.
O saber-nos acompanhados faz-nos desfrutar mais a viagem, faz-nos rasgar mais o sorriso.
“A maioria das pessoas que são violadas na infância tornam-se violadores”…
E tudo parou (pela segunda vez)!! Deixei de ouvir o que se passava à minha volta e repetidamente esta frase ecoou em mim.
As pessoas que são violados tornam-se o quê?! Quem disse isto foi um professor?
Esperei pelo final da aula e pedi para falar com ele à parte… Mostrei-lhe o outro lado… Mostrei-lhe o impacto que as palavras podem ter. Pediu-me desculpa…
Afirma este docente que estudos indicam que os violadores foram, na sua maioria, violados em crianças… E que por isso se pode afirmar o contrário… Hmmm… Não me parece! A mim e às pessoas normais! Quer dizer, digo eu…
Está muito bom…
A cada dia que passa, acredito mais nisto.
Diz que há coisas que vem com a maturidade. A responsabilidade é uma delas.
O olhar de admiradora não engana e logo no anúncio de televisão reconheci o traço da Carla Nazareth nas ilustrações. Confirmei-o quando comprei o primeiro livro.
Tal como acontecia na colecção anterior, em que se contava os principais acontecimentos da história de Portugal (livros que já por várias vezes utilizei em aulas), este promete!
O primeiro é sobre Arquimedes.
As ilustrações e a linguagem acessível asseguram uma feliz passagem de informação.
Entretanto aumento a necessidade de uma nova estante…