Pedaços de mim

Pedaços de mim e do que me rodeia… Palavras soltas… Retalhos…

desafios 26/10/2009

Arquivado em: leitura — jo @ 23:17

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não

esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela

vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os DESAFIOS,

incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos

problemas e se tornar um AUTOR da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no

recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter

medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para

ouvir um “não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

PEDRAS no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um CASTELO…

Fernando Pessoa

 

Os olhos do coração 26/08/2009

Arquivado em: educação, leitura, música — jo @ 10:24

Há muito que procurava este livro. Descobri-o em Matosinhos, durante uma semana de estágio. Durante os dias as músicas rolavam e as crianças entoavam sempre que podiam as músicas.

Hoje, pelo correio, chegou finalmente…

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Chama-se Os Olhos do Coração e é Luís Portugal que dá a voz e tudo o resto. As letras e ilustrações são de José Guedes.

Por entre as minhas favoritas temos uma que diz:

“A guerra já começou,

também quero ir guerrear,

mas a mamã não me deixa,

tenho a sopa para acabar!

Os adultos só entendem

as coisas como elas são,

não sabem olhar as coisas

como os olhos do coração.”

ou

“Eu não estou bem convencido,

parece-me até esquisito.

Cá para mim, esta cegonha,

em vez de um maninho novo,

traz mas é água no bico.

Com tantos sítios bonitos,

eu cá para mim achei mal

a cegonha ter escolhido

entregar o mano Xixas

numa cama de hospital.”

 

quem ama 08/05/2009

Arquivado em: leitura — jo @ 21:43

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender…

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar…

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar…

Alberto Caeiro

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Feira do Livro 06/05/2009

Arquivado em: leitura — jo @ 16:29

Doem os pés e ficam a faltar uns livros, mas desta vez… destaco estes:

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Sementes de Cabanas

Philippe Lechermeier

Éric Puybaret

Kalandraka

 

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Leituras – Ensino Primário Elementar IV Classe

Manuel Subtil, Cruz Filipe, Faria Artur e Gil Mendonça

Sá da Costa Editora


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As Cozinheiras de Livros

Margarida Botelho

Editorial Presença

 

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A Arca do Não É

Miguel Neto

Julie Staebler

Edições Chimpanzé Intelectual

 

 

25 de Abril 25/04/2009

Arquivado em: leitura, tempo — jo @ 19:35

 
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“Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo.“

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

 

As pessoas sensíveis 25/04/2009

Arquivado em: leitura — jo @ 19:31

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As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas

O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra

"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o pão."

Ó vendilhões do templo
Ó constructores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito

Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.

Sophia de Mello Breyner Andresen
(Livro sexto)

 

feira do livro de lisboa 15/04/2009

Arquivado em: leitura — jo @ 20:49

contagem decrescente

 
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de 30 de abril a 17 de maio

 

a borracha cansada 04/04/2009

Arquivado em: leitura — jo @ 23:15

Era uma vez uma borracha que quase deixou, por assim dizer, de apagar. Ela que dantes apagava tão bem!

Risco de lápis, risco de tinta, nada lhe escapava. E agora aquele cansaço, sem quê nem porquê. De que seria? A borracha foi ao médico.

Na sala de espera do consultório, estava também um lápis com soluços, que só desenhava linhas tracejadas. Veio depois, de maca, uma régua, que tinha perdido os centímetros e, também muito combalida, uma caixa de lápis de cor, descorados.

Quando o médico, depois de muito se ter feito esperar, finalmente chegou, quem primeiro atendeu foi o rancho de lápis de cor, porque já tinham consulta marcada, há que tempos.

Receitou-lhes vitaminas e ares de praia. Veriam que voltavam a ganhar cores, como dantes. E que fizessem exercício e que pintassem, primeiro um pouco e leve e depois com mais força. Era muito despachado este médico.

À régua sem centímetros deu-lhe de receita o lápis com soluços. Estavam um para o outro. O lápis com soluços de certeza que iria avivar os centímetros da régua e ela, por sua vez, lhe ensinaria a desenhar direito.

Sobrava a borracha que já apagava pouco.

  • Mas a senhora apagou imenso, ao que sei – disse-lhe o médico. – Uma ida inteira a apagar, esgota qualquer um.
  • Não aprendi a fazer outra coisa… – respondeu-lhe muito queixosa a borracha.
  • Pois agora descanse, porque está com um esgotamento. Precisa de férias – recomendou-lhe o médico. – A senhora está num risco muito grande.
  • Risco grande? – exclamou a borracha. – O que era isso, dantes, para mim…
  • Resguarde-se. É um aviso. Senão, apaga-se de vez.

Que horror! Para que tal não aconteça a borracha repousa agora na minha secretária, a ver passar os riscos que eu vou traçando no papel. E, para não perder o treino, lá lhe consinto que apague um pontinho aqui, um pontinho ali, por desfastio. Vão ver que, qualquer dia, já está boa, outra vez.

 

António Torrado, Da Rua do Contador para a Rua do Ouvidor

 

a rua do contador para a rua do ouvidor 04/04/2009

Arquivado em: leitura — jo @ 23:10

Foi difícil! Bastante…

Mas aqui está ele. Lindo e desejoso de ser saboreado…

 

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Da rua do contador para a rua do ouvidor, António Torrado

 

 

 

 

o mundo é a nossa casa 02/04/2009

Arquivado em: educação, leitura, mundo, sociedade, tempo — jo @ 18:34

Quem já visitou a minha estante, a minha cambaleante mas resistente estante, quem a conheceu de perto, mas mesmo de perto, conhece um livro. Conhece o meu livro. Não que tenha sido mais caro que outros, não que as ilustrações sejam mais belas e eruditas, não que as palavras sejam poéticas. Mas é o meu livro.

Quem me conhece, quem comigo já partilhou estes livros, conhece-o. Quem vive comigo há vinte e quatro anos sabe que foi este que guardei para mim. Que esta é uma das minhas heranças de um tempo que já lá vai.

Sempre o chamei de O mundo é a nossa casa, sempre o guardei com carinho, receando pelas páginas rasgadas e pela cor gasta pelo tempo.

Foi publicado em 1975 e nas suas páginas surge a letra da minha mãe anotando as indicações de uma casa algures na rua José Duro, uma transversal da Avenida da Igreja.

Há pouco disse que o chamava de O mundo é a nossa casa. Hoje descobri que esse é o seu título verdadeiro.

Em pleno dia do livro infantil passeava os dedos pelos livros desta secção da FNAC quando me saltou uma lombada à vista: O mundo é a nossa casa. Apressadamente tirei-o da estante, peguei nele e gaguejei.

Sempre guardei o meu religiosamente, nunca haveria de ser emprestado. Era, julgava eu, um exemplar único para mim e difícil de encontrar em outro lado. Mas…

Foi reeditado!

E agora, com os dois na mão vejo as diferenças. O texto foi actualizado aos dias de hoje, os problemas da sociedade de hoje foram introduzidos no livro. Agora tenho os dois…

Mas o meu… continuará a ser o primeiro!

 

 

 

O mundo é a nossa casa
dizemos nós porque é
no mundo que todos os
homens vivem como uma
grande família numa
grande casa Mas a
família dos homens está
dividida e há uns que
vivem como senhores e
os outros como escravos
E por isso há guerras
e as crises e a fome
Por isso a casa está em
ruínas e em risco de se
tornar inabitável Por
isso ninguém se sente no
mundo como em sua casa
É preciso e urgente
Transformar a maneira
de viver no mundo e é
para o conseguirmos que
muitos homens trabalham
e lutam Toda a gente
sabe estas coisas mas
nem todos gostam
de falar nelas
e foi por isso que fizemos este livro”
Júlio Moreira,
Sena da Silva,
Cristina Reis e
Margarida D’Orey

 

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amor 01/02/2009

Arquivado em: leitura — jo @ 00:14

 

o amor é ter saudades de quem gosta de nós

 

josé jorge letria
 

brincador 23/01/2009

Arquivado em: ESE, educação, leitura — jo @ 18:53

 

Foi este o texto que me levou ao “muita bom”. Gosto dele há muito tempo, há muito tempo.

 

Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor.
Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for.
Quero
brincar de manhã à noite, seja com o que for.
Quando for grande, quero ser um
brincador.
Ficam, portanto, a saber: não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor.
Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer. Tenho
tanto que brincar, como brinca um brincador, muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador, e também que imaginar, como imagina um imaginador… A minha mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida.
E depois acrescenta, a suspirar: “é assim a vida”.
Custa tanto a acreditar. Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes, mas já não podem brincar.
A vida é assim? Não para mim. Quando for grande, quero ser um brincador.
Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta.
Depois também, sardanisca verde que continua a rabiar mesmo depois de morta.
Na minha sepultura, vão escrever:
Aqui jaz um brincador.

Álvaro Magalhães

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A janela e o barco à vela 06/01/2009

Arquivado em: escritos, espírito, fugas, leitura, mundo — jo @ 17:38

Estes versos miudinhos são meus e dele. Desculpem-me a ousadia mas há palavras que nos beijam como se tivessem boca, palavras que nos abraçam e fazem mais curtas as distâncias. Palavras há que sentimos mais nossas, como aquela música que um dia ouvimos juntos e ficará entranhada.

 

Hoje, a caminho de casa, lembrei-me que tinha algo ainda por fazer, um ATÉ JÁ prezo na garganta. Por isso hoje, e perdoe-me ele a ousadia, vai para outro alguém. Vai para alguém a quem a vida nos mudou, a quem os caminhos nos fizeram seguir mais distantes, mas sempre com uma estranha proximidade. Aquela que nos traz o amor à lembrança, aquela que nos impede de esquecer, mesmo que os dias vão passando por nós. Hoje vai para alguém a quem um “não” não pára. Hoje vai para alguém cujo sorriso contamina. Vai para alguém cuja falta sinto, tal como sentia quando estava a dez quilómetros de distância.

São agora dois mil quilómetros, apenas um PULO.

 

 

E porque GOSTO DE TI, mais do que talvez acredites. E porque sempre senti e sinto a tua falta. Por isso tudo e tudo o mais que fica a apertar o coração e a saudade, aqui vai:

 

 

A janela abriu-se e viu, no rio,

um barco à vela.

Janela: Leva-me contigo,

Barco: Espera por mim.

Janela: Fica tu comigo,

Barco: Não consigo.

 

E partiu

rio acima.

Embaciaram-se os vidros da janela

que soltou as cortinas

a acenar, a acenar

para a esteira de espuma do barco à vela

a escoar-se na neblina.

 

Tempo passou.

 

O barco pois claro que voltou.

Tinha de voltar.

 

Mal o viu,

na esquina do olhar,

a janela abriu-se de par em par.

 

Esta história chegou

ao tempo de acabar.

Mas cá para mim, disse a janela,

nunca vai terminar.

 

Eu sigo, disse o barco.

Eu fico, disse a janela.

E gritou:

Estás ancorado no meu olhar.

As minhas vidraças embaciadas

são o teu lugar cativo.

Para onde quer que vás

hás-de ficar,

comigo.

 

 

António Torrado


 

A felicidade exige valentia 15/12/2008

Arquivado em: fajão, leitura — jo @ 21:29

 

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não

esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela

vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os DESAFIOS,

incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos

problemas e se tornar um AUTOR da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no

recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter

medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para

ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

PEDRAS no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um CASTELO…

Fernando Pessoa

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fajão, Agosto de 2005

 

a quem me enviou pelo vento o poema: gosto mil! (do poema e da pessoa que o fez chegar até mim) obrigado por tudo… por ter querido estar por perto…


 

alvim 26/11/2008

Arquivado em: leitura — jo @ 22:27

Se a Carla Nazareth me fez procurar livros pelo nome da ilustradora, este senhor fez-me ouvir rádio.

Como o poeta dizia há coisas que se estranham e depois se entranham… Confesso que no CC não gostava dele… Agora cativa-me!

É humor e inteligência! Não percam…

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mãe-princesa 19/11/2008

Arquivado em: leitura — jo @ 00:20

 

Nova aquisição!!

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A Carla Nazareth ilustrou e pelo que já li é delicioso!

 

Quis o acaso que eu fosse a Mãe Princesa e a Catarina a Mãe Sereia. De entre tantas mães acho que o acaso esteve bem na sua escolha. Aliás, até Mãe Coca-Cola há!!

Se houver por aí quem queira saber que mãe será ou já é…. é só pedir que descobrimos isso!!

 

recomendo 15/11/2008

Arquivado em: educação, leitura — jo @ 20:21

O olhar de admiradora não engana e logo no anúncio de televisão reconheci o traço da Carla Nazareth nas ilustrações. Confirmei-o quando comprei o primeiro livro.

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Tal como acontecia na colecção anterior, em que se contava os principais acontecimentos da história de Portugal (livros que já por várias vezes utilizei em aulas), este promete!

O primeiro é sobre Arquimedes.

As ilustrações e a linguagem acessível asseguram uma feliz passagem de informação.

 

Entretanto aumento a necessidade de uma nova estante…

 

apaixonados 22/10/2008

Arquivado em: educação, espírito, leitura — jo @ 19:57

Era uma vez o Ernesto, um menino que gostava muito de (chatear) as meninas…

… e principalmente a Salomé.

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A mãe disse-lhe ainda que talvez

o Ernesto estava apaixonado pela Salomé…



No recreio, a Paula perguntou:

- Apaixonado pela Salomé!

O que é isso? Apaixonado?


Mas a Salomé também não sabia o que era isso, a-pai-xo-na-do.


O que o Abel sabia

era que se podia cair, cair

de paixão por alguém.


A Salomé ja tinha caído muitas vezes de bicicleta, mas de paixão, nunca!


- Os apaixnados só existem

nos contos! – afirmou o Guilherme.

- Pois é!

- Com príncipes e princesas.

- Com roupas lindas?

- E com espadas?

- Com reis e rainhas?

- E dragões!


- Então os apaixonados não existem? – perguntou a Salomé.


A Justina acha que estamos apaixonados,

quando nos sentimos tristes

ou muito tímidos

e sobretudo quando couramos muito.

- Quando ficamos hipnotizados! – exclamou


A Salomé concluiu que enlouquecemos um pouco quando estamos apaixonados!


A pequena Ana

já tinha ouvido falar

de paixão, uma espécie

de raio que nos atinge.

- Um raio de fogo!

- E queima?

- É como um relâmpago!

- É uma trovoada!

- Mas afinal chove?


Então a Salomé pensou que era melhor

ter um guarda-chuva para estar apaixonado!

 

O resto, perdoem-me, terão de ler… de preferência terão de partilhar este livro! As ilustrações estão magníficas e o texto brilhante!!

 

É da Rébecca Dautremer, da Editora Educação Nacional, Apaixonados

 

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Noivado 15/10/2008

Arquivado em: leitura — jo @ 00:32

Estendeu os braços carinhosamente

e avançou, de mãos abertas

e cheias de ternura.

- És tu Ernesto, meu amor?

Não era. Era o Bernardo.

Isso não os impediu

de terem muitos meninos

e não serem felizes.

É o que faz a miopia.

 

Mário-Henrique de Leiria

 

letras 16/09/2008

Arquivado em: leitura — jo @ 19:28

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