Pedaços de mim

Pedaços de mim e do que me rodeia… Palavras soltas… Retalhos…

A última estação 08/03/2011

Filed under: cinema — jo @ 23:25

Muita coisa ficou para explicar…

Mas recomendo!!!

 

Lisboa

Filed under: espírito,fugas — jo @ 22:06

Percorro a calçada fria da cidade. As ruas alinhadas, as esquinas da espera.

Revejo-me em olhares, em gestos, em sons.

Perco-me nas gargalhadas que oiço, nos sussurros que sonho. Imagino serem aquelas as minhas mãos, ser meu o corpo que abraça.

Oiço o apelo da cidade e deixo-me ir. Há muito que a amo, há muito que a sinto em mim.

Nas janelas, as gotas da chuva demoram-se chamando para o interior quem nelas se reflete. Cá fora cruzam-se vidas em busca de um reflexo…

O relógio marca um tempo já longo e o frio anuncia o chegar da noite. A cidade veste-se de inverno, veste-se de esperança. Em cada esquina partilham-se vidas. Partilham-se sonhos.

Tinhas saudades tuas. Saudades de me perder em ti. Gosto de voltar e saber que manténs o sorriso, que nada mudou entre nós…

 

27/02/2011

Filed under: espetáculos,música,teatro — jo @ 23:26

Quero tanto, mas tanto… ver isto ao vivo!

E só assim de repente lembro-me de alguém que até já foi mais do que uma vez e não convidou 😉

 

impress

Filed under: espírito — jo @ 22:55

Há quem passe toda uma vida em função dos outros. Dos seus gostos, dos seus apetites, dos seus balanços.

Há quem gaste toda uma vida em busca de se encontrar em outro alguém.

Somos mais que um reflexo no espelho. Muito mais…

Somos o nosso próprio caminho.

 

O concerto 19/01/2011

Filed under: cinema,música — jo @ 20:11

Le concert

Um filme de Radu Mihaileanu, com Alexei Guskov e Mélanie Laurent.

Uma obra que encontra na simplicidade a busca pela perfeita harmonia.

Não ganhou o Globo de Ouro para melhor filme estrangeiro, mas pode ser que ganhe o Óscar. Quanto a mim, comprarei o DVD e a banda sonora…

 

adeus 21/11/2010

Filed under: escritos,espírito — jo @ 22:17



Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor…,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.

Eugénio de Andrade

 

 

dói-me 28/10/2010

Filed under: escritos,espírito — jo @ 21:26

Dói-me a minha ausência. O meu silêncio.

Dói-me o custo dos dias, a imensidão das incertezas.

Dói-me a coragem a emergir do fundo.