Pedaços de mim

Pedaços de mim e do que me rodeia… Palavras soltas… Retalhos…

o amor é 20/09/2010

Filed under: espírito,leitura — jo @ 20:22

o amor é lançar um beijo ao vento e saber que tem destino,

é o que faz da distância um salto de duende,

é o eu estar aqui a dizer que gosto de ti…


José Jorge Letria

 

cântigo negro 10/02/2010

Filed under: escritos,leitura — jo @ 19:34

“Vem por aqui” – dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui!”
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
– Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: “vem por aqui!”?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí…

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
– Sei que não vou por aí!

 

o herdeiro de sevenwaters 10/01/2010

Filed under: leitura — jo @ 21:17

Não me acontecia há muito tempo. Há anos.

Quando dei pelas horas já passava das 5 da manhã…

E ainda faltam umas páginas… Prevejo chegar ao fim hoje.

Já tinha saudades de povoar os meus sonhos com as letras lidas…

 

desafios 26/10/2009

Filed under: leitura — jo @ 23:17

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não

esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela

vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os DESAFIOS,

incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos

problemas e se tornar um AUTOR da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no

recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter

medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para

ouvir um “não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

PEDRAS no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um CASTELO…

Fernando Pessoa

 

Os olhos do coração 26/08/2009

Filed under: educação,leitura,música — jo @ 10:24

Há muito que procurava este livro. Descobri-o em Matosinhos, durante uma semana de estágio. Durante os dias as músicas rolavam e as crianças entoavam sempre que podiam as músicas.

Hoje, pelo correio, chegou finalmente…

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Chama-se Os Olhos do Coração e é Luís Portugal que dá a voz e tudo o resto. As letras e ilustrações são de José Guedes.

Por entre as minhas favoritas temos uma que diz:

“A guerra já começou,

também quero ir guerrear,

mas a mamã não me deixa,

tenho a sopa para acabar!

Os adultos só entendem

as coisas como elas são,

não sabem olhar as coisas

como os olhos do coração.”

ou

“Eu não estou bem convencido,

parece-me até esquisito.

Cá para mim, esta cegonha,

em vez de um maninho novo,

traz mas é água no bico.

Com tantos sítios bonitos,

eu cá para mim achei mal

a cegonha ter escolhido

entregar o mano Xixas

numa cama de hospital.”

 

quem ama 08/05/2009

Filed under: leitura — jo @ 21:43

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender…

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar…

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar…

Alberto Caeiro

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Feira do Livro 06/05/2009

Filed under: leitura — jo @ 16:29

Doem os pés e ficam a faltar uns livros, mas desta vez… destaco estes:

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Sementes de Cabanas

Philippe Lechermeier

Éric Puybaret

Kalandraka

 

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Leituras – Ensino Primário Elementar IV Classe

Manuel Subtil, Cruz Filipe, Faria Artur e Gil Mendonça

Sá da Costa Editora


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As Cozinheiras de Livros

Margarida Botelho

Editorial Presença

 

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A Arca do Não É

Miguel Neto

Julie Staebler

Edições Chimpanzé Intelectual