Pedaços de mim

Pedaços de mim e do que me rodeia… Palavras soltas… Retalhos…

desafiando a gravidade 25/09/2010

Filed under: dança,espetáculos,mundo — jo @ 15:27

partilhas que se devem fazer, momentos a reter…

Deveria ter sido apenas uma surpresa a uma princesa mas foi muito mais do que isso!

Recomendo vivamente este espectáculo!!

Le Grand C, na Culturgest…

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1958-2009 26/06/2009

Filed under: música,mundo,tempo — jo @ 10:37

Confesso-me com pena do misto de sentimentos que todos sentimos em relação a este homem. Espero, no entanto, que os anos passem a consigam apagar o lado negativo…

Fica esta música, uma das minhas preferidas…

Michael Jackson

 

o mundo é a nossa casa 02/04/2009

Filed under: educação,leitura,mundo,sociedade,tempo — jo @ 18:34

Quem já visitou a minha estante, a minha cambaleante mas resistente estante, quem a conheceu de perto, mas mesmo de perto, conhece um livro. Conhece o meu livro. Não que tenha sido mais caro que outros, não que as ilustrações sejam mais belas e eruditas, não que as palavras sejam poéticas. Mas é o meu livro.

Quem me conhece, quem comigo já partilhou estes livros, conhece-o. Quem vive comigo há vinte e quatro anos sabe que foi este que guardei para mim. Que esta é uma das minhas heranças de um tempo que já lá vai.

Sempre o chamei de O mundo é a nossa casa, sempre o guardei com carinho, receando pelas páginas rasgadas e pela cor gasta pelo tempo.

Foi publicado em 1975 e nas suas páginas surge a letra da minha mãe anotando as indicações de uma casa algures na rua José Duro, uma transversal da Avenida da Igreja.

Há pouco disse que o chamava de O mundo é a nossa casa. Hoje descobri que esse é o seu título verdadeiro.

Em pleno dia do livro infantil passeava os dedos pelos livros desta secção da FNAC quando me saltou uma lombada à vista: O mundo é a nossa casa. Apressadamente tirei-o da estante, peguei nele e gaguejei.

Sempre guardei o meu religiosamente, nunca haveria de ser emprestado. Era, julgava eu, um exemplar único para mim e difícil de encontrar em outro lado. Mas…

Foi reeditado!

E agora, com os dois na mão vejo as diferenças. O texto foi actualizado aos dias de hoje, os problemas da sociedade de hoje foram introduzidos no livro. Agora tenho os dois…

Mas o meu… continuará a ser o primeiro!

 

 

 

O mundo é a nossa casa
dizemos nós porque é
no mundo que todos os
homens vivem como uma
grande família numa
grande casa Mas a
família dos homens está
dividida e há uns que
vivem como senhores e
os outros como escravos
E por isso há guerras
e as crises e a fome
Por isso a casa está em
ruínas e em risco de se
tornar inabitável Por
isso ninguém se sente no
mundo como em sua casa
É preciso e urgente
Transformar a maneira
de viver no mundo e é
para o conseguirmos que
muitos homens trabalham
e lutam Toda a gente
sabe estas coisas mas
nem todos gostam
de falar nelas
e foi por isso que fizemos este livro”
Júlio Moreira,
Sena da Silva,
Cristina Reis e
Margarida D’Orey

 

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I Pledge 25/01/2009

Filed under: educação,mundo,sociedade,televisão — jo @ 11:07

são figuras públicas, mas podiam não ser…

 

vídeo criado por Demi Moore e Ashton Kutcher para Barack Obama

 

 

 

courage 15/01/2009

Filed under: mundo,sociedade — jo @ 22:00

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queda de avião no rio Hudson, nenhuma vítima mortal

 

A janela e o barco à vela 06/01/2009

Filed under: escritos,espírito,fugas,leitura,mundo — jo @ 17:38

Estes versos miudinhos são meus e dele. Desculpem-me a ousadia mas há palavras que nos beijam como se tivessem boca, palavras que nos abraçam e fazem mais curtas as distâncias. Palavras há que sentimos mais nossas, como aquela música que um dia ouvimos juntos e ficará entranhada.

 

Hoje, a caminho de casa, lembrei-me que tinha algo ainda por fazer, um ATÉ JÁ prezo na garganta. Por isso hoje, e perdoe-me ele a ousadia, vai para outro alguém. Vai para alguém a quem a vida nos mudou, a quem os caminhos nos fizeram seguir mais distantes, mas sempre com uma estranha proximidade. Aquela que nos traz o amor à lembrança, aquela que nos impede de esquecer, mesmo que os dias vão passando por nós. Hoje vai para alguém a quem um “não” não pára. Hoje vai para alguém cujo sorriso contamina. Vai para alguém cuja falta sinto, tal como sentia quando estava a dez quilómetros de distância.

São agora dois mil quilómetros, apenas um PULO.

 

 

E porque GOSTO DE TI, mais do que talvez acredites. E porque sempre senti e sinto a tua falta. Por isso tudo e tudo o mais que fica a apertar o coração e a saudade, aqui vai:

 

 

A janela abriu-se e viu, no rio,

um barco à vela.

Janela: Leva-me contigo,

Barco: Espera por mim.

Janela: Fica tu comigo,

Barco: Não consigo.

 

E partiu

rio acima.

Embaciaram-se os vidros da janela

que soltou as cortinas

a acenar, a acenar

para a esteira de espuma do barco à vela

a escoar-se na neblina.

 

Tempo passou.

 

O barco pois claro que voltou.

Tinha de voltar.

 

Mal o viu,

na esquina do olhar,

a janela abriu-se de par em par.

 

Esta história chegou

ao tempo de acabar.

Mas cá para mim, disse a janela,

nunca vai terminar.

 

Eu sigo, disse o barco.

Eu fico, disse a janela.

E gritou:

Estás ancorado no meu olhar.

As minhas vidraças embaciadas

são o teu lugar cativo.

Para onde quer que vás

hás-de ficar,

comigo.

 

 

António Torrado


 

será? 20/12/2008

Filed under: mundo,publicidade — jo @ 00:06

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